Postado por Gabriele Camargo
As 100 melhores empresas pra se trabalhar, as dez melhores dicas pra relacionamento, as 20 músicas mais tocadas... O ser humano tem mania de fazer lista. Para tudo que existe no mundo pode-se fazer uma lista, e com a comunicação não é diferente.
As 100 melhores empresas pra se trabalhar, as dez melhores dicas pra relacionamento, as 20 músicas mais tocadas... O ser humano tem mania de fazer lista. Para tudo que existe no mundo pode-se fazer uma lista, e com a comunicação não é diferente.
A preocupação com o público interno é algo relativamente novo no mundo corporativo, portanto as ações de comunicação interna, corriqueiramente, ainda acontecem de maneira repentina e improvisada, ou até mesmo por profissionais não capacitados. Por isso, o número de erros da maneira como executá-la ainda é grande.
Isso torna-se preocupante pois quando a comunicação é falha ela não é eficiente, não transmite confiança para quem é destinada e não consegue contruir uma credibilidade.
Por isso, abaixo está a lista dos dez erros mais frequentes na comunicação interna, para alertar os comunicadores da área à não cometê-los:
de acordo com os mesmos guidelines que aplica à equipe. As empresas que são dirigidas
por diretores mais próximos e respeitadores dos colaboradores estão melhor preparadas para lidar com as fases mais difíceis, do que as empresas que não respeitam os standards.
2- Colaboradores adaptam informação importante da imprensa. Os colaboradores suspeitam sempre que:
- a direção só compartilha a informação realmente necessária;
- os Managers apenas contam parte da história.
- e que metade da história pode ser mentira.
deve-se passar internamente as mensagens antes de as difundir externamente, para conseguir gerar confiança interna.
3- Colaboradores não estão integrados em processos de mudança. Os Managers apenas
esperam que os colaboradores se identifiquem com o seu trabalho e trabalhem, independentemente das alterações da equipe. As alterações da equipe devem ser bem transmitidas e discutidas coletivamente.
4- Processos decisivos não comunicados devidamente. Clareza e compreensão são cruciais para o entendimento destes processos.
5- “E-mails são muito usados”: muitas pessoas usam o e-mail para chat e acabam em listas enormes, não facilitando a vida de ninguém. É importante que a empresa conte com uma politica de RH relativamente ao uso do e-mail. “Mails only for urgent topics”, que não podem ser discutidos pessoalmente, e muito importante sempre bem escritos. É também legal haver uma outra ferramenta para o bate-papo dos funcionários.
6- Os diretores preferem a comunicação via e-mail em vez de presença pessoal e comunicação. Managers que tem contato com os colaboradores via e-mail perdem todo o contato pessoal. Especialmente em empresas de grande porte, a comunicação interna por e-mail é muitas vezes considerada a solução standard, mas é um caminho errado.
7- A comunicação interna é unilateral. Muitas vezes as ideias dos colaboradores não são consideradas. Todas as organizações deveriam permitir e incentivar o espaço para outras ideias e o espaço para tentar e errar. Se todas as ideias dadas pelos colaboradores são recusadas, rapidamente vão surgir desistências. A comunicação interna é sempre bilateral.
8- Diretores subestimam a comunicação não verbal. Os managers são avaliados por diversos aspectos para além da sua performance: a forma como falam, se sentam ou vestem, pontualidade… Uma cultura de manangement diferente muitas vezes demonstra ter um desempenho melhor. Se a comunicação interna não conseguir influenciar o comportamento não verbal dos managers, toda a empresa sofre.
9- Colaboradores e as suas contribuições não são corretamente valorizados. Quanto mais alta é a posição do Manager na hierarquia da empresa, menor é a vivência dos problemas e êxitos alcançados pelos colaboradores, que percebem facilmente da atitude distante.
10- Decisões injustas. Todas as pessoas que lidam com comunicação interna deviam de ler “A theory of Justice” de John Rawls porque as empresas têm melhor performance quando os colaboradores sentem que estão a ser tratados de forma justa. A questão é: o que é então ser bem tratado? De acordo com o Prof. Raws, ser justo é quando existe uma decisão onde as duas partes concordam. É o chamado “veículo da ignorância”, decisões com as quais podemos concordar, apesar de não decidirmos, mas uma pessoa que pode ser afetado pela decisão.
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