CONFIANÇA E CREDIBILIDADE: A IMPORTÂNCIA DOS DOIS C'S NA COMUNICAÇÃO INTERNA


sábado, 4 de agosto de 2012

Confiança organizacional, líderes e gestores de recursos humanos


Postado por Cléo Audi

Segundo a definição de Rousseau, a confiança é "um estado psicológico que inclui a disponibilidade para nos colocarmos numa situação de vulnerabilidade face a outra pessoa, baseada em expectativas positivas quanto às suas intenções e comportamentos". Faz-se necessário então existir uma situação de risco e interdependência para que a confiança possa ser gerada em um relacionamento. Mais do que isso, de acordo com o modelo teórico de trocas sociais de Blau (1964) ela vai surgir com a troca constante de benefícios entre duas partes. Em uma relação de gestor e colaborador, isso vai gerar um feedback de reconhecimento, comportamentos positivos e investimento na capacidade pessoal resultando  em atitudes mais favoráveis e positivas desse colaborador em relação ao seu chefe. Isso é chamado de “norma de reciprocidade”, podendo, também, gerar situações negativas e de conflitos. De acordo com Whitener, Brodt, Korsgaard e Werner, o gestor deve ter iniciativa e mostrar confiança naqueles que trabalham para ele e, assim, conseguir reciprocidade. Por último, para Das e Teng (2004) essa confiança mostra um nível de risco baixo, de maneira que o indivíduo se sinta mais seguro e disposto a correr riscos e agir.

Em uma organização, são criados relacionamento com diferentes públicos, cada qual defendendo um interesse diferente. Entre alguns deles, como no caso do público interno, existe a interdependência entre indivíduos para atingir um mesmo objetivo, de sucesso nos negócios da companhia. Esses objetivos não poderão ser alcançados somente com a capacidade individual. Dessa forma, é possível entender a importância de estabelecer relações de confiança entre os membros da equipe, promovendo a cooperação entre pessoas com interesses diferentes. A criação de tal cooperação é mais eficiente quando não resulta da coerção pura de um sistema autoritário de poder, e sim, da aceitação autonoma desse exercício de poder. Uma boa relação entre colaborador e e supervisor ou colaborador e organização contribui no aumento da performance, desenvolvimento de equipes, bem-estar e satisfação dos colaboradores

Dada a importância da confiança em relação a performance organizacional, existem investigações acerca dessa relação e a Gestão de Recursos Humanos (GRH). Em 2005, Tzafrir realizou um estudo com 104 gestores de empresas importantes na indústria, serviços e comércio. O estudo mostrou que, além da confiança organizacional influenciar no processo de tomada de decisão dos gestores, existe a relação da confiança dos gestores de RH e algumas práticas associadas ao aumento da performance do colaborador, como aumento de planos de incentivo, remunerações, participação dos funcionários no processo de decisão, mais chance de promoção interna na organização e maior envolvimento dos colaboradores.



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