CONFIANÇA E CREDIBILIDADE: A IMPORTÂNCIA DOS DOIS C'S NA COMUNICAÇÃO INTERNA


sábado, 26 de maio de 2012

A importância da confiança organizacional

Postado por Regina Maekawa

Para ter confiança é preciso conhecer e acreditar em alguém, por isso, quanto mais informações sobre quem necessitamos confiar, melhor formamos um conceito positivo da pessoa. A importância da confiança organizacional é enorme e reflete nos resultados finais.
A confiança é um fator fundamental na gestão do ambiente organizacional, por se tratar de um mecanismo a partir do qual os atores sociais reduzem a complexidade interna do seu sistema de interação pela crença na credibilidade de uma pessoa. Ela inicia-se na gestão, é de extrema importância que todos os gestores entendam o valor da confiança para promovê-la dentro da empresa. Para isso acontecer é preciso fazer os funcionários se sentirem valorizados para serem leais.
Para manter a confiança é preciso ter uma comunicação aberta, sendo assim, os gestores devem sempre dizer a verdade e compartilhar boas e más informações a todos os níveis. Além disso, é preciso sempre incentivar a criatividade. Ela permite a discordância, sem se preocupar com a repercussão negativa e que sempre mantém um nível de integridade ao incentivar uma discussão aberta. Um fator essencial para ganhar a confiança é ser honesto e aceitar a mudança. Não há dúvida sobre a importância da confiança organização. Quando a confiança é elevada a produtividade aumenta e o ambiente de trabalho é excelente.

sábado, 19 de maio de 2012

Entrevista com a Gerente de Relacionamento do Banco Santander – Al. Santos

Postado por Mariana Cirillo


O segmento bancário necessita de uma comunicação integrada efetiva, pois a confiança é de extrema importância já que todos que possuem algum envolvimento com o banco (colaboradores ou clientes) necessitam se sentir seguros ao receber informações e seguir instruções já que essa entidade é a responsável por movimentações financeiras.

A Entrevistada já faz parte da equipe há mais de três anos e cresceu dentro da instituição, dessa forma ela está alinhada com os meios de comunicação interna e da maneira que a área lida ao passar as informações para todas as agências do Brasil.

  • Como funciona a comunicação interna no banco Santander?
Nós possuímos a intranet, e esse sistema engloba todas as informações do banco como um todo. Ele é atualizado diariamente com todos os acontecimentos mais importantes do dia interior, além de informar o que irá acontecer no próprio dia, como reuniões, eventos e campanhas.
Recebemos quinzenalmente um jornal interno chamado “Guia de Negócios”  que nos ajuda a bolar estratégias de vendas e também passa informações sobre o sucesso de nossos colegas de trabalho.

  •  Você acredita que a comunicação interna do banco Santander é efetiva?
 Sim, eu acredito porque ela é estruturada dessa forma há alguns anos e sempre mostrou resultados. Os funcionários comentam e todos tem acesso a essas informações, desde os estagiários até a alta gestão.

  •  O que traz credibilidade a essa comunicação?
Além de todos os canais de comunicações já citados também temos acesso a um blog do presidente que é nomeado “Círculo Colaborativo” que o próprio Pedro Coutinho (Presidente do Banco Santander no Brasil) atualiza. Todos os dias ele descreve sua rotina, seus objetivos e o que ele espera de todos nós colaboradores.  Na intranet do Banco existe um fácil acesso ao blog, e é por este canal que sabemos quando ele posta alguma notícia. Me sinto mais próxima de alguém com tanta importância dentro do Banco.

  •    Você mudaria algo na comunicação do Banco Santander?
Eu mudaria sim. Como a rotina do banco é muito rápida e não paramos nenhum momento, eu acharia mais efetivo que cada área recebesse as notícias mais importantes por meio de seu gestor e assim a atenção seria maior para todas as novidades do Banco. Infelizmente não são todos os funcionários que tem tempo para ler o jornal interno ou acessar o Blog do Presidente.

  •    Você confia na instituição em que trabalha? Se sim, quais os motivos? A comunicação está envolvida diretamente com isso
Sim, eu confio. O banco faz questão de ser transparente em todas suas ações com os colaboradores. Eles nos mostram sempre a razão de estarmos realizando determinado trabalho e todos os benefícios que iremos conseguir com aquela ação. A área de comunicação está muito envolvida com isso, pois ela que é responsável de nos aproximar dessa maneira do banco, ela interliga o país inteiro na mesma sintonia fazendo todos trabalharem juntos e cientes de todas as notícias importantes para o banco.

sábado, 12 de maio de 2012

O não-engajamento dos colaboradores e consequências para a organização

Postado por Cléo Audi


“Comunicação interna, quando bem feita, estreita os laços
de confiança da equipe na gestão e promove o seu
comprometimento com o sucesso dos negócios”.
Silveira (2003, p. 17)

Mas quando a comunicação interna não é feita de maneira efetiva, quais são as consequências para a organização?

As empresas, preocupadas com sua imagem perante ao público externo, investem um capital muito grande em marketing e publicidade, porém o tempo e dinheiro gastos com a comunicação voltada para seus colaboradores são bem mais modestos. Wilson da Costa Bueno (jornalista, professor do programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UMESP e de Jornalismo da ECA/USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa) diz que as empresas, mesmo as  mais prestigiadas, muitas vezes se afirmam preocupadas com este público através de frases como "Nossos colaboradores são o maior patrimônio da empresa". Entretanto, essa preocupação se mostra falsa na prática, principalmente em momentos de crise, revelando uma atitude hipócrita da organização. Como exemplo, ele cita a empresa Embraer, que em 2009 demitiu 4000 funcionários de uma vez, ou seja, reduziu em 20% seu público interno, de maneira bastante desastrada. Como os funcionários que não foram demitidos iriam vestir a camisa da organização? Certamente a relação de confiança entre a empresa e seus colaboradores foi abalada.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup, em 2006, mostrou que "78% dos trabalhadores brasileiros não estão engajados com o seu trabalho, emprego ou empresa". Ou seja, eles não vestem a camisa da empresa em que trabalham, porque não se identificam com elas. Isso acontece, em vários casos, por causa da gestão autoritária, ameaças de demissão e assédios morais, bodes expiatórios que são contratados, por não existir um incentivo para a maior participação dos funcionários, e sim uma pressão por resultados e estímulo à competição. A desmotivação geral é consequência. E o que isso pode acarretar para a organização?

                      

Existem três tipo de colaboradores, os engajados e motivados com o trabalho que estão realizando (29% de acordo com a Gallup); os não estão engajados que apenas trabalham, mas não possuem paixão ou sentimento de pertencimento à empresa (54%); e os ativamente desengajados, que não colocam nenhuma energia no trabalho que realizam, estão insatisfeitos  e fazem questão de dizer isso às outras pessoas (17%).

O primeiro problema foi descrito por Gustavo Oliveira, diretor da Gallup do Brasil: "O poder de destruição de um ativamente desengajado é muito maior do que o de construção de um engajado: nos nossos estudos, identificamos que para fazer frente a cada funcionário ativamente desengajado são necessários quatro engajados”. Quanto maior o número de funcionários insatisfeito com a organização, mais riscos ela corre em relação à sua imagem e reputação perante todos os seus públicos. Além disso, de acordo com Maria Russel, Professora de Relações Públicas de Syracuse University, esses dados são preocupantes na medida em que muitas das ações planejadas para a comunicação interna podem ir direto para o lixo, podendo virar "cinismo". Ela diz, também, que as informações precisam ser relevantes e gerar credibilidade e que o papel do comunicador não é somente fazer a comunicação interna, mas também ensinar à liderança como se comunicar mais efetivamente.