CONFIANÇA E CREDIBILIDADE: A IMPORTÂNCIA DOS DOIS C'S NA COMUNICAÇÃO INTERNA


sábado, 28 de abril de 2012

Transparência

Postado por Gabriele Camargo

Atualmente, a sociedade demanda das empresas uma nova postura no relacionamento com os seus distintos públicos de interesse. Uma postura que pode ser resumida num conceito: TRANSPARÊNCIA.
Ser considerada transparente, para muitas organizações, requer uma mudança profunda em seu processo de gestão. Dificilmente, aquelas que se caracterizam por uma hierarquia sem mobilidade, por decisões centralizadas ou descartam a participação como elemento de sua cultura, estão preparadas para uma autêntica interação com o mercado. Em geral, estas receiam abrir-se para os seus públicos, como se esta convivência pudesse representar uma ameaça.
A organização transparente é aberta ao diálogo. Isso significa que ela se empenha tanto em falar quanto em ouvir, estabelecendo canais permanentes com os seus públicos e buscando, diligentemente, adaptar-se às novas demandas ou desafios. Ela está pronta para incorporar as sugestões de um dos seus principais públicos, os colaboradores,  e admite rever ações e estratégias, se elas não se mostrarem adequadas.É por isso que a transparência na Comunicação Interna é de extrema importância para a construção de sua credibilidade e da confiança de seus públicos.
Um exemplo de investimento em CI com os colaboradores de forma tranparente, é o da Bosch, que abriu meios para esse relacionamento entre empresa e colaborador se fortalecer cada vez mais, conforme podemos ver em trecho retirado do site da empresa:



A Bosch fornece informações e incentiva manifestações dos seus colaboradores. Para estabelecer um canal direto de comunicação entre os colaboradores e a diretoria, cada unidade promove diversos eventos que reúnem colaboradores de todos os níveis, e com diversos objetivos. 

Além de publicações regionais e/ou específicas de unidades de negócios, a revista corporativa Bosch Informa, distribuída a todos os colaboradores, aborda temas como saúde, produtividade, responsabilidade social, qualidade, tecnologia, mercado, programas corporativos e outros assuntos de interesse do colaborador e de seus familiares. Há também quadros de avisos, intranet e folhetos informativos. 
Através do informativo eletrônico Bosch News, qualquer usuário que tenha acesso à rede informatizada recebe notícias da empresa diariamente e de forma automática. 
E colaboradores do mundo inteiro têm acesso às mesmas informações através do jornal internacional
 Bosch Zünder,publicado em oito idiomas. 
Em Curitiba há o Canal Direto, evento semestral em que os diretores se pronunciam a todos os colaboradores a respeito de assuntos estratégicos, situação da empresa e perspectivas. Este programa é complementado pelo Canal Direto On-Line, um totem eletrônico que pode ser acessado por todos. 

Na unidade Matriz existe o
 Bate-Papo com Café, em que equipes de diversas áreas reúnem-se com sua diretoria para debates sobre temas de interesse comum. 

Em Aratu, o evento
 Encontro com Aniversariantes reúne os aniversariantes do mês, o diretor da fábrica e os gestores. A unidade II também mantém um programa de celebração de aniversários, no qual os colaboradores são presenteados. Os cartões que acompanham os presentes são decorados com desenhos – feitos pelos filhos dos colaboradores – escolhidos em concurso.


sábado, 21 de abril de 2012

Relacionamento baseado em confiança não existe só na vida pessoal

Postado por Mariana Cirillo

Nas organizações a confiança dos colaboradores na instituição é algo valioso de se possuir, a comunicação interna está diretamente envolvida nesse processo, pois a partir dela que o funcionário se sente a vontade cumprindo suas funções e está ciente do valor daquele trabalho para empresa, bem como nas ações que ele está envolvido, e que existe uma preocupação com ele, que faz parte daquele todo.

Confiança é um sentimento necessário na vida do ser humano. Todos nós precisamos sentir que temos alguém ou algo que podemos contar, que faz parte de nossas vidas, e que nos traz segurança e benefícios recíprocos, tanto na área pessoal quanto na profissional. Só a partir da construção desse elo que a relação entre pessoas e entre organização-colaborador começa a criar raízes para que o relacionamento seja duradouro e efetivo. 

Para a maioria das pessoas que fazem parte do público interno de uma organização, sentir a segurança de que está mantendo um bom desempenho no cargo e saber das possibilidades de crescimento, estar ciente das ações da organização, e perceber a transparência das atitudes com os diversos públicos são fatores que influenciam na construção da confiança organizacional. O contato direto, o tratamento pessoal, a sensação de pertencer àquela organiação fazem com que o colaborador possua um relacionamento baseado na confiança, pois sabe que anda lado a lado da empresa, alinhado com seu propósito e objetivos. 

A confiança é algo que leva tempo para ser fixada, porém desde o momento que o colaborador chega em seu primeiro dia de trabalho, esse processo de tem que começar a ser realizado, de forma que desde o início ele perceba que a empresa o escolheu pela suas qualidades, e que ali ele tem a possibilidades de crescer, de saber e de participar. 

Uma comunicação interna estruturada é a base para a criação desse tipo de relacionamento, tão importante dentro de uma empresa, que além de seus objetivos, propósito, metas e produtos, é feita de pessoas.

sábado, 14 de abril de 2012

Entrevista com Ricardo Tadeu Nóbrega

Postado por Regina Maekawa

A entrevista dessa semana foi com o Ricardo Tadeu Nóbrega, ele se formou em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero e um tempo depois fez pós-graduação em Comunicação Organizacional e Relações Publicas também na Cásper Líbero. Atualmente trabalha na Fundação Cásper Líbero, ele é auxiliar de Relações Publicas e responsável pela Comunicação interna da Fundação.

O que é comunicação para você?
Comunicação é saber disseminar e influenciar ideias.

Comente um pouco da necessidade da confiança e da credibilidade na comunicação interna?
A Comunicação interna é fundamental para as empresas. Caso ela não se atente a essa necessidade,  o próprio colaborador irá encontrar um formato para divulgar as informações. E ai que mora problema, ainda mais com o poder e anonimato das redes sociais.
Não recordo o nome da companhia, mas podemos usá-la como exemplo. Os funcionários desta empresa, anonimamente, montaram uma comunidade no Orkut para reclamar dos problemas de um determinado banheiro. Não demorou muito e a informação se propagou entre os colaboradores, inclusive diretoria. Após investigar o caso, foi detectado que funcionários cansados de reclamar pelos meios de comunicação da empresa, resolveram montar a comunidade para atacá-la. Resultado: a credibilidade dos meios de comunicação foi por água a baixo.
Ouvir os funcionários e mostrar que eles tem poder de comunicação, gera uma relação de pertencimento e auto-estima.

Você acredita que as empresas fazem o uso correto da comunicação interna para melhorar o relacionamento entre seus funcionários e até mesmo com o público externo?
Somente as grandes empresas. O ideal é ser transparente e tornar a comunicação interna como fonte confiável do colaborador. O funcionário, por sua vez, irá transmitir para o seu clico social.

Na sua percepção, qual a importância da comunicação interna para uma empresa?
A Comunicação Interna tem como principal objetivo tornar os colaboradores multiplicadores de idéias. O contato constante com todo as áreas é fundamental para não ter ruídos na informação e manter os canais sempre atualizados. A comunicação interna não prioriza ninguém é a linguagem organizacional para todos aqueles que fazem parte da instituição.

Como é desenvolvido o sistema de comunicação interna dentro da organização em que você está atualmente?
Atualmente, trabalhamos com TVS, Murais e Intranet, além de uma revista bimestral. Procuramos analisar os canais para atingir todas as unidades de negócio:rádio; Tv, faculdade e site.

Qual a formação profissional que você acredita que dá um maior prepara para desenvolver programas de motivação com o público interno? Por quê?
Acredito que a formação de Relações Publicas e RH são as que mais combinam com a função. O ideal é que o colaborador conheça bem a empresa.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Por uma organização mais humana..

Postado por Cléo Audi


Vamos pensar na relação de uma organização com seus públicos como uma relação humana. A primeira impressão de que se tem sobre o outro é sempre muito importante, mas não basta para prever a direção desse relacionamento. Aos poucos tem-se uma ideia mais clara de quem é o outro, das ideias que defende, os princípios e valores que norteiam suas ações, de como se relaciona com o mundo. Quando os interesses são compartilhados entre os dois, acontece uma identificação e a relação já está mais madura.

A confiança no outro não acontece de uma hora para a outra. Ao longo do tempo nós julgamos suas atitudes, se são positivas ou negativas, éticas, condizentes com os valores defendidos, transparentes.. a nossa percepção desse outro e a percepção de todas as outras pessoas que convivem com ele se transformam em sua reputação, em como o enxergamos. A confiança que depositamos nele alimenta ainda mais esse relacionamento, prestamos ajuda, o defendemos, nos divertimos e compramos suas brigas, tudo isso porque vemos nele alguém que age de boa-fé, que por mais que também cometa erros, sabe admiti-los e pedir desculpas, é transparente e íntegro e se preocupa com aqueles que estão ao seu lado.
  
O outro que cito aqui é a organização e nós, as pessoas que convivem com esse outro, seus públicos de interesse. Quando se trata do público interno essa confiança é de extrema importância. Os colaboradores formam a empresa e precisam entender quem é a organização para poder representa-la da melhor maneira possível. A organização precisa cuidar do seu público interno como seu próprio corpo que não vai sobreviver se não estiver saudável, se todas as partes não estiverem articuladas em harmonia. Para que isso aconteça, cada parte precisa confiar umas nas outras, saber que o trabalho vai ser bem feito e que será feito de tudo para que o corpo continue sadio.

A confiança do público interno na empresa em que ele trabalha é fundamental para o sucesso do negócio, para o aumento da produtividade e para que a imagem da empresa, perante seus outros públicos, seja positiva. Como disse Richard Barrett em seu livro Libertando a Alma da Empresa, para uma organização contruir uma vantagem competitiva, ela precisa que dois fatores sejam estimulados durante o processo de produção: o da criatividade e da produtividade. Isso só pode ocorrer se a cultura organizacional está voltada para o compartilhamento de valores e se a empresa não for pensada somente como uma máquina de produção de bens e serviços visando exclusivamente o lucro, mas como uma entidade viva, movida por pessoas. Mais do que isso, ele diz que quando o relacionamento é pautado pela confiança e não pelo medo, o risco é encorajado, ou seja, a chance de um resultado positivo é alta e o erro, mesmo que aconteça, é visto como uma oportunidade de aprendizado.