CONFIANÇA E CREDIBILIDADE: A IMPORTÂNCIA DOS DOIS C'S NA COMUNICAÇÃO INTERNA


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Case: Spoleto - Genialidade no gerenciamento da crise de comunicação externa. E como fica a comunicação interna?

Postado por Gabriele Camargo



No início de agosto o site de humor Kibe Loco estreou no YouTube uma série chamada “Porta dos Fundos”. Um dos vídeos, até o momento nomeado de “Fast Food”, faz uma sátira, diretamente, sobre o atendimento da rede de restaurantes Spoleto. O ator e humorista Fábio Porchat faz aquilo que todo funcionário da franquia faz: se transforma em um ditador pressionando pela rápida escolha dos ingredientes.

Esse lançamento seria motivo suficiente para o desespero de departamentos de marketing, agências de publicidade, escritórios de relações públicas, e claro, do departamento jurídico. Mas não foi isso o que aconteceu. O departamento de comunicação e marketing rapidamente decidiu e, agindo com muita confiança, entrou em contato com os produtores e resolveu patrocinar o vídeo. E mais: pediram para que o título do vídeo mudasse para “Spoleto” e ainda encomendaram uma continuação.

O que aconteceu nesse caso foi algo raro no cenário atual, em que uma marca entra e se aproveita da crítica, transformando-a em algo positivo. Na continuação, eles até pedem para que os consumidores “denunciem” se forem mal atendidos. Segundo críticos, a rede aumentou sua credibilidade perante o seu público, agregando valor a sua marca de uma maneira inovadora e corajosa. Foram poucos os que não concordaram com a ação.


A campanha foi um sucesso, elogiada por toda a crítica virou um viral na internet. Mas e os funcionários do Spoleto, o que pensam de tudo isso?  

Em um bate papo descontraído e informal, conversamos com Elizete, 26 anos, trabalha há 1 ano e 4 meses na rede Spoleto.



Fica evidente a satisfação com que Elizete fala da empresa que trabalha, o que só comprova que o Spoleto age com a mesma confiança na comunicação interna e externa.
Segundo o supervisor da loja que trabalha, em todas as redes, no começo do dia de trabalho, existe uma reunião de todos os funcionários (o Bon Giorno, citado por Elizete) em que todas as informações internas são passadas. Essa reunião é de extrema importância, pois não são todos os funcionário que tem acesso a intranet. Para complementar, a equipe de comunicação do Spoleto utiliza-se de um mural em cada unidade e de e-mails informativos, garantindo assim uma eficiente comunicação interna.
É motivante ver uma empresa que possui credibilidade com todos seus stakeholders, e o Spoleto é uma delas.

Fontes:





sábado, 18 de agosto de 2012

Case: As seleções brasileiras de vôlei nas Olimpíadas de Londres


Postado por Cléo Audi

Os Jogos Olímpicos de Londres terminaram com muita festa no dia 12 de agosto e uma apresentação curta do Brasil na cerimônia de encerramento. No mesmo fim de semana, os brasileiros comemoraram a vitória da seleção de vôlei feminino diante das gigantes americanas. A medalha de ouro calou a mídia brasileira que, durante a campanha olímpica, fez diversas críticas ao time de José Roberto Guimarães. Já a seleção masculina de vôlei sofreu uma virada histórica da Rússia no último jogo. Faltava apenas um ponto para o final de 3x0 sobre os adversários e, mesmo assim, os russos conseguiram a virada.

Pensando nos jogadores e no técnico como o público interno da “organização Seleção Brasileira de Vôlei”, como a confiança ajudou ou atrapalhou a performance de ambos os times?

Na primeira fase de classificação, as brasileiras vinham de uma situação pouco favorável devido a problemas internos, polêmicas e resultados ruins nos últimos tempos, resultando na falta de confiança da equipe (situação semelhante pode ser encontrada em algumas organizações). Assim, os primeiros resultados nos Jogos refletiram a situação em que se encontravam, perdendo para os Estados Unidos e Coreia do Sul e dependendo do resultado de outro jogo para a classificação para a próxima fase. Os Estados Unidos, por mais que não precisassem de um resultado positivo contra a Turquia na primeira fase, foram um exemplo de ética e competição saudável ao se esforçarem para ganhar a partida. Caso contrário, o Brasil seria desclassificado da competição. Como consequência, as críticas vindas da grande mídia não eram poucas. De acordo com a jogadora Thaisa, a seleção vinha de duas derrotas, ninguém mais acreditava nelas e toda essa situação estava mexendo com o time de maneira negativa.

Nesses momentos, o papel do técnico (ou líder) é evidenciado. Ele é o responsável não só pelas novas estratégias de jogo, e sim pela motivação de uma equipe desacreditada. O técnico Zé Roberto, desempenhando seu papel de líder e mostrando maturidade, adotou uma postura diferente das jogadoras, afirmando que conviver com as críticas é algo necessário e a pressão do público sobre  uma seleção vitoriosa em outros campeonatos é natural. A cobrança do torcedor e da mídia é passional e as jogadoras não deveriam se preocupar com isso. Dessa maneira, percebe-se a importância do equilíbrio emocional das integrantes da equipe, do foco nos objetivos e da confiança na experiência e no conhecimento de seu técnico.

Nas fases seguintes, o trabalho do líder com seu público interno rendeu a melhoria da performance do time e as meninas foram ganhando e avançando para as próximas fases. Elas, inclusive, ganharam as quartas de final contra a forte equipe da Rússia em um jogo bastante disputado. Mas foi contra a final com os Estados Unidos que a seleção se superou. No primeiro set, as americanas massacraram as brasileiras por 25 a 11. A superioridade americana parecia muito maior diante da campanha instável das brasileiras. Entretanto, a confiança perdida dos torcedores contrastou com a motivação da equipe brasileira, que ganhou o jogo por 3 sets a 1 quando ninguém mais acreditava que seria possível. Se não houvesse um trabalho interno muito forte de confiança e motivação entre treinador e jogadoras, provavelmente a equipe feminina não teria chegado nem às oitavas de final.

Por outro lado, a equipe masculina de vôlei também chegou desacreditada nos Jogos Olímpicos, devido a atuações ruins na Liga Mundial, mas logo mostrou sua capacidade de recuperação, reconquistando a confiança dos torcedores e da mídia. Entretanto, após uma ótima campanha nas Olimpíadas de 2012, e a um ponto de ganhar o ouro contra a Rússia na final, sofreu a virada dos adversários e ficou com a prata. Talvez a confiança exagerada na superioridade diante dos outros times e a certeza do ouro cegou a seleção brasileira, fazendo com que não dessem a devida importância aos seus competidores e fossem superados por eles.

Concluindo, relacionando tais situações com o cenário organizacional, percebe-se a importância da relação de confiança do líder com os colaboradores para o sucesso do negócio. Entretanto, confiança demais pode atrapalhar na análise do mercado e de seus concorrentes e, antes do que se imagina, o negócio pode perder competitividade. Tratando-se de mercado, a superação da crise torna-se mais difícil de resolver, o que pode acarretar em perda de confiança interna e até mesmo a perda do negócio.





sábado, 11 de agosto de 2012

Case: Google é tricampeã no ranking das Melhores Empresas para Trabalhar 2012 em TI & Telecom

Postado por Regina Maekawa
Qual é o segredo para ser considerada três vezes a melhor empresa para trabalhar?


Esse ano, o Google conquistou o tricampeonato no ranking realizado pela COMPUTERWORLD, em conjunto com o Great Place to Work (GPTW),
Há quem diga que diversão e trabalho não combinam, porém o Google prova que essa combinação é perfeita. Eles acreditam que só com um ambiente de trabalho descontraído e regras flexíveis seus funcionários ­ terão condições de atingir o principal objetivo da empresa: criatividade para desenvolver soluções e produtos inovadores no mercado.
No Google, a combinação de clima irreverente, pacote agressivo de benefícios e outros atrativos cativam os googlers, como são chamados seus colaboradores. Eles são apaixonados pela companhia e dificilmente pensam em deixar o emprego atual, considerado um sonho para muitos jovens que esperam um dia poder passar pelo funil apertado.
Colocando em foco a comunicação interna, percebe-se que ela é bem estruturada e diferenciada, o Google possui funcionários competentes que gerenciam a empresa de uma forma diferente e única.
 A confiança presente na empresa é ato fundamental e está diretamente com o sucesso que a Google possui. A credibilidade da empresa está conectada à experiência, técnica, habilidade e eficácia que ela possui, ela gerencia com excelência as questões internas da companhia, pois se baseia em princípios de transparência, equidade e prestação de contas. Dessa forma, é transmitida uma maior credibilidade e uma boa imagem aos clientes.

Fontes:
http://computerworld.uol.com.br/carreira/2010/07/23/google-os-segredos-da-melhor-empresa-para-trabalhar-em-2010/

sábado, 4 de agosto de 2012

Confiança organizacional, líderes e gestores de recursos humanos


Postado por Cléo Audi

Segundo a definição de Rousseau, a confiança é "um estado psicológico que inclui a disponibilidade para nos colocarmos numa situação de vulnerabilidade face a outra pessoa, baseada em expectativas positivas quanto às suas intenções e comportamentos". Faz-se necessário então existir uma situação de risco e interdependência para que a confiança possa ser gerada em um relacionamento. Mais do que isso, de acordo com o modelo teórico de trocas sociais de Blau (1964) ela vai surgir com a troca constante de benefícios entre duas partes. Em uma relação de gestor e colaborador, isso vai gerar um feedback de reconhecimento, comportamentos positivos e investimento na capacidade pessoal resultando  em atitudes mais favoráveis e positivas desse colaborador em relação ao seu chefe. Isso é chamado de “norma de reciprocidade”, podendo, também, gerar situações negativas e de conflitos. De acordo com Whitener, Brodt, Korsgaard e Werner, o gestor deve ter iniciativa e mostrar confiança naqueles que trabalham para ele e, assim, conseguir reciprocidade. Por último, para Das e Teng (2004) essa confiança mostra um nível de risco baixo, de maneira que o indivíduo se sinta mais seguro e disposto a correr riscos e agir.

Em uma organização, são criados relacionamento com diferentes públicos, cada qual defendendo um interesse diferente. Entre alguns deles, como no caso do público interno, existe a interdependência entre indivíduos para atingir um mesmo objetivo, de sucesso nos negócios da companhia. Esses objetivos não poderão ser alcançados somente com a capacidade individual. Dessa forma, é possível entender a importância de estabelecer relações de confiança entre os membros da equipe, promovendo a cooperação entre pessoas com interesses diferentes. A criação de tal cooperação é mais eficiente quando não resulta da coerção pura de um sistema autoritário de poder, e sim, da aceitação autonoma desse exercício de poder. Uma boa relação entre colaborador e e supervisor ou colaborador e organização contribui no aumento da performance, desenvolvimento de equipes, bem-estar e satisfação dos colaboradores

Dada a importância da confiança em relação a performance organizacional, existem investigações acerca dessa relação e a Gestão de Recursos Humanos (GRH). Em 2005, Tzafrir realizou um estudo com 104 gestores de empresas importantes na indústria, serviços e comércio. O estudo mostrou que, além da confiança organizacional influenciar no processo de tomada de decisão dos gestores, existe a relação da confiança dos gestores de RH e algumas práticas associadas ao aumento da performance do colaborador, como aumento de planos de incentivo, remunerações, participação dos funcionários no processo de decisão, mais chance de promoção interna na organização e maior envolvimento dos colaboradores.