Postado por Cléo Audi
Vamos pensar na relação de uma organização com seus públicos como uma relação humana. A primeira impressão de que se tem sobre o outro é sempre muito importante, mas não basta para prever a direção desse relacionamento. Aos poucos tem-se uma ideia mais clara de quem é o outro, das ideias que defende, os princípios e valores que norteiam suas ações, de como se relaciona com o mundo. Quando os interesses são compartilhados entre os dois, acontece uma identificação e a relação já está mais madura.
Vamos pensar na relação de uma organização com seus públicos como uma relação humana. A primeira impressão de que se tem sobre o outro é sempre muito importante, mas não basta para prever a direção desse relacionamento. Aos poucos tem-se uma ideia mais clara de quem é o outro, das ideias que defende, os princípios e valores que norteiam suas ações, de como se relaciona com o mundo. Quando os interesses são compartilhados entre os dois, acontece uma identificação e a relação já está mais madura.
A confiança no outro não acontece de uma hora para a outra. Ao longo do tempo nós julgamos suas atitudes, se são positivas ou negativas, éticas, condizentes com os valores defendidos, transparentes.. a nossa percepção desse outro e a percepção de todas as outras pessoas que convivem com ele se transformam em sua reputação, em como o enxergamos. A confiança que depositamos nele alimenta ainda mais esse relacionamento, prestamos ajuda, o defendemos, nos divertimos e compramos suas brigas, tudo isso porque vemos nele alguém que age de boa-fé, que por mais que também cometa erros, sabe admiti-los e pedir desculpas, é transparente e íntegro e se preocupa com aqueles que estão ao seu lado.
O outro que cito aqui é a organização e nós, as pessoas que convivem com esse outro, seus públicos de interesse. Quando se trata do público interno essa confiança é de extrema importância. Os colaboradores formam a empresa e precisam entender quem é a organização para poder representa-la da melhor maneira possível. A organização precisa cuidar do seu público interno como seu próprio corpo que não vai sobreviver se não estiver saudável, se todas as partes não estiverem articuladas em harmonia. Para que isso aconteça, cada parte precisa confiar umas nas outras, saber que o trabalho vai ser bem feito e que será feito de tudo para que o corpo continue sadio.
A confiança do público interno na empresa em que ele trabalha é fundamental para o sucesso do negócio, para o aumento da produtividade e para que a imagem da empresa, perante seus outros públicos, seja positiva. Como disse Richard Barrett em seu livro Libertando a Alma da Empresa, para uma organização contruir uma vantagem competitiva, ela precisa que dois fatores sejam estimulados durante o processo de produção: o da criatividade e da produtividade. Isso só pode ocorrer se a cultura organizacional está voltada para o compartilhamento de valores e se a empresa não for pensada somente como uma máquina de produção de bens e serviços visando exclusivamente o lucro, mas como uma entidade viva, movida por pessoas. Mais do que isso, ele diz que quando o relacionamento é pautado pela confiança e não pelo medo, o risco é encorajado, ou seja, a chance de um resultado positivo é alta e o erro, mesmo que aconteça, é visto como uma oportunidade de aprendizado.
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